Como uma Copa América transformou a Argentina de Messi

Redação
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Foto: Site Seleção Argentina
Trajetória até esse momento começou muito antes da campanha atual

Internacional – A Argentina chega à semifinal da Copa do Mundo de 2026 embalada por uma sequência de conquistas que mudou o patamar da seleção. Atual campeã mundial, a equipe comandada por Lionel Scaloni enfrenta a Inglaterra nesta quarta-feira (15), em Atlanta, em busca de uma vaga na decisão e do sonho do tetracampeonato.

A trajetória até esse momento começou muito antes da campanha atual. O ponto de virada foi a crise vivida na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, seguida pela reconstrução iniciada na Copa América de 2019, disputada no Brasil.

Fracasso na Rússia abriu caminho para a renovação

A campanha argentina no Mundial de 2018 foi marcada por instabilidade dentro e fora de campo. Após uma fase de grupos turbulenta, que incluiu derrota por 3 a 0 para a Croácia e um suposto racha entre jogadores e comissão técnica, a seleção foi eliminada pela França nas oitavas de final.

Com a saída de Jorge Sampaoli, a Associação de Futebol Argentino apostou em Lionel Scaloni, então treinador das categorias de base. Sem experiência como técnico principal, ele assumiu inicialmente de forma interina e recebeu duras críticas da imprensa e de ex-jogadores.

Copa América de 2019 mudou o ambiente

O torneio realizado no Brasil marcou o início da transformação da equipe. Scaloni promoveu uma ampla renovação, dando espaço a atletas que se tornariam pilares da seleção, como Rodrigo De Paul, Leandro Paredes, Lautaro Martínez, Cristian Romero e Emiliano Martínez.

Mesmo terminando apenas na terceira colocação, a Argentina deixou o torneio com um grupo mais unido e com maior respaldo ao treinador.

Após a derrota para o Brasil na semifinal, Lionel Messi adotou uma postura mais ativa como líder do elenco e reforçou o apoio ao projeto comandado por Scaloni.

Nascia a “Scaloneta”

Dois anos depois, a Argentina voltou ao Brasil para disputar a Copa América de 2021. Com uma equipe mais madura e organizada, venceu a seleção brasileira na final do Maracanã por 1 a 0, encerrando um jejum de 28 anos sem títulos e garantindo a primeira conquista de Messi pela seleção principal.

A partir dali, a “Scaloneta” embalou uma sequência histórica de resultados:

  • Campeã da Copa América de 2021;
  • Campeã da Finalíssima de 2022;
  • Campeã da Copa do Mundo de 2022;
  • Bicampeã da Copa América em 2024.

Messi atingiu o auge com a seleção

A evolução coletiva também impulsionou Lionel Messi. Antes de 2019, o atacante acumulava grandes atuações pela seleção, mas ainda convivia com críticas pela ausência de títulos.

Desde o início do ciclo de Scaloni, o camisa 10 passou a atuar em uma equipe mais equilibrada, com maior liberdade ofensiva e menos responsabilidades defensivas.

Os números refletem essa transformação. Entre 2019 e 2026, Messi elevou sua média de gols pela seleção e conquistou os principais títulos da carreira com a Albiceleste, consolidando-se como um dos maiores jogadores da história do futebol.

Agora, a Argentina tenta manter a sequência vencedora e alcançar mais uma final de Copa do Mundo, reforçando um ciclo iniciado justamente após a reconstrução que teve como ponto de partida a Copa América de 2019. Com informações da Agência Brasil.

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