CABO FRIO — A movimentação do deputado federal Ricardo Abrão na Região dos Lagos vem sendo recebida com forte cobrança por moradores e lideranças locais. A crítica é direta: o parlamentar só lembraria de Cabo Frio e das cidades da região de quatro em quatro anos, justamente quando precisa pedir voto, apertar a mão do eleitor e tentar construir apoio para uma nova eleição.
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Nos bastidores, a reclamação é de que Ricardo Abrão aparece em agendas políticas, posa para fotos, cumprimenta moradores e tenta se apresentar como próximo da população, mas depois das urnas desaparece da região. Para críticos, falta presença real, falta compromisso permanente e, principalmente, faltam projetos relevantes que tenham impacto direto na vida de quem mora na Região dos Lagos.
A cobrança ganhou força porque Cabo Frio, Búzios, São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo, Araruama, Saquarema e outros municípios enfrentam problemas antigos em áreas como saúde, segurança pública, mobilidade, saneamento, turismo, infraestrutura e geração de empregos. Mesmo assim, moradores questionam quais ações concretas o deputado teria apresentado para resolver demandas estruturais da região.
A avaliação de parte da população é que a Região dos Lagos não pode ser tratada como ponto de passagem eleitoral. O eleitor cobra respeito. Não basta chegar em ano de eleição, abraçar o povo mais simples, fazer discurso bonito, pedir confiança e depois sumir sem deixar resultado. A região quer saber o que foi feito, quais recursos chegaram, quais obras foram defendidas e quais projetos saíram do papel.
O principal incômodo é justamente esse: Ricardo Abrão tentaria se aproximar politicamente da região quando o calendário eleitoral se aproxima, mas não manteria uma atuação constante nos municípios. A crítica nos bastidores é que o parlamentar busca voto onde não construiu presença permanente.
Para moradores, o tempo da política do aperto de mão já passou. A população quer entrega, quer obra, quer recurso, quer emenda, quer projeto e quer deputado presente depois da eleição também. Quem procura a região apenas em período eleitoral precisa explicar por que não esteve antes, por que não acompanhou os problemas locais e por que não apresentou soluções de peso para cidades que têm grande importância no estado.
A Região dos Lagos tem força econômica, turística e política. Por isso, lideranças locais defendem que deputados federais que desejam votos na região precisam tratar os municípios com seriedade, não como vitrine de campanha. O recado é claro: quem só aparece de quatro em quatro anos para pedir voto não pode querer ser tratado como representante da população.
A cobrança contra Ricardo Abrão reflete um sentimento crescente entre eleitores da região. A população quer menos visita eleitoral e mais compromisso concreto. Quer menos promessa e mais resultado. Quer menos foto e mais trabalho. Em Cabo Frio, a pergunta que fica é simples: se o deputado quer voto na Região dos Lagos, o que ele entregou de verdade para a região?
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