Bolsonaro divulga carta e define Flávio como seu porta-voz

Redação
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Foto: Reprodução Redes Sociais

Brasília — O ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou uma carta, lida neste sábado (11) pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, na qual reafirma confiança no filho, o define como seu “porta-voz” e faz um apelo pela união entre seus aliados.

No texto, escrito à mão, Bolsonaro afirma que o momento exige mobilização e pede que eventuais divergências sejam superadas.

“Saudoso do contato com o povo, ao qual devo lealdade, escrevo num momento de decisão para o futuro de todos nós. O momento é de arregaçar as mangas e deixar de lado possíveis diferenças”, escreveu o ex-presidente.

Na sequência, Bolsonaro afirma confiar em Flávio para conduzir seu grupo político. “Meu pré-candidato, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e prosperidade”, diz outro trecho da carta.

Após a leitura do documento, Flávio Bolsonaro agradeceu a manifestação do pai e afirmou que a definição de seu papel como porta-voz ajuda a evitar interpretações divergentes dentro do grupo político.

“Isso é muito importante para evitar que existam falas conflituosas ou direções diferentes que, porventura, alguém possa estar seguindo”, declarou o senador durante a transmissão.

A divulgação da carta ocorre dias após um episódio de desgaste público envolvendo Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Os dois trocaram críticas pelas redes sociais em meio a divergências internas no Partido Liberal (PL). Posteriormente, Michelle deixou a presidência nacional do PL Mulher, decisão anunciada após reunião com a direção da legenda.

Embora o documento não faça referência direta ao episódio, a mensagem foi divulgada em meio às articulações do grupo político para as eleições de 2026 e reforça o discurso de unidade entre seus integrantes.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde novembro do ano passado, após condenação a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados aos atos que culminaram na tentativa de impedir a alternância de poder após as eleições de 2022. Mesmo inelegível, ele segue participando das articulações políticas por meio de manifestações públicas e mensagens divulgadas por aliados.

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