Pré-candidato ao Senado, Márcio Canella é solto e vai responder em liberdade após decisão de Alexandre de Moraes, do STF

Redação
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RIO DE JANEIRO — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liberdade provisória ao ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado Federal, Márcio Canella (União Brasil). Com a decisão, Canella deixa a prisão e passa a responder ao caso em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares determinadas pela Justiça.

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A decisão foi tomada nesta sexta-feira (10) e também beneficia o policial militar Antônio Gomes da Silva Neto. Os dois haviam sido presos durante diligências da Polícia Federal na 6ª fase da Operação Unha e Carne, que apura a atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com agentes públicos no Estado do Rio de Janeiro.

No caso de Márcio Canella, a defesa sustenta que a arma localizada no veículo pertencia ao policial responsável por sua escolta. O ministro, embora tenha reconhecido a legalidade da prisão em flagrante, entendeu que era possível substituir a prisão por medidas alternativas, permitindo que o pré-candidato siga em liberdade enquanto as investigações continuam.

Entre as medidas impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar no período noturno e nos fins de semana, comparecimento semanal à Justiça, entrega dos passaportes e suspensão do porte de arma. O descumprimento das regras poderá levar à revisão da decisão.

A decisão representa um alívio para aliados de Canella, que vinham defendendo que o pré-candidato deveria responder ao caso fora da prisão. Nos bastidores, apoiadores avaliam que a concessão da liberdade provisória reforça a importância do devido processo legal e garante que a apuração siga seu curso sem antecipação de condenações.

Ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella é um dos principais nomes do União Brasil no Rio de Janeiro para a disputa ao Senado em 2026. Conhecido por uma trajetória política de forte presença na Baixada Fluminense, ele vinha ampliando agendas em diferentes regiões do estado antes da operação.

A defesa deverá continuar atuando para apresentar esclarecimentos no processo, especialmente sobre a origem da arma e a função do policial que fazia sua segurança. O STF também determinou prazo para que a Polícia Militar do Rio de Janeiro preste informações sobre a situação funcional dos envolvidos e sobre o armamento.

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