RIO DE JANEIRO — O pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), Maurício Silva Knoploch dos Santos, é um dos principais alvos de uma operação que investiga um suposto esquema de corrupção e desvio de mais de R$ 80 milhões em contratos públicos no Estado do Rio de Janeiro.
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Maurício Knoploch, que ocupa o cargo de diretor de Planejamento e Projetos do Instituto Rio Metrópole (IRM) e integra a Comissão Técnica de Licitação da autarquia, é apontado na investigação como um dos articuladores do suposto direcionamento de licitações em favor de empresas contratadas.
Segundo as informações da operação, ele é considerado foragido.
A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ). Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão e nove mandados de busca e apreensão.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou 11 pessoas por suspeitas envolvendo os crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
O nome de Maurício Knoploch ganha forte repercussão política por ele ser pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), parlamentar com atuação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Até o momento, as informações apresentadas sobre a operação têm como alvo o pai do deputado, e não significam, por si só, envolvimento do parlamentar no esquema investigado.
Alvos
- Amanda Íthala Santos da Paschoa, presa: nora de Maurício Knoploch e gestora de contratos do IRM, depois da saída de Caroline;
- Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”, presa: ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia;
- Davi Perini Vermelho, o Didê, preso: presidente do IRM;
- Franquis Dias Nepomuceno, preso: delegado e diretor do IRM, apontado como dono da empresa de vigilância Rioforte;
- Marcelo Lopes da Silva, preso: procurador do estado e ex-procurador-geral do IRM;
- Mauricio Silva Knoploch dos Santos, foragido: pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) e diretor de Planejamento e Projetos do IRM.
De acordo com a apuração, o pai de Alexandre Knoploch teria papel relevante dentro da estrutura administrativa do IRM, especialmente por sua atuação na área de planejamento, projetos e licitações.
Os investigadores sustentam que Maurício Silva Knoploch dos Santos teria participado da articulação de procedimentos para favorecer empresas contratadas pela autarquia. As suspeitas ainda serão analisadas no curso do processo, com direito de defesa aos denunciados.
Entre os outros alvos da operação está Amanda Íthala Santos da Paschoa, apontada como nora de Maurício Knoploch e gestora de contratos do IRM. Ela foi presa.
Também foi presa Caroline Soares Barros, conhecida na investigação como “Mulher da Mala”, ex-fiscal do instituto e fundadora do Instituto Bio, empresa que teria sido subcontratada pela autarquia.
Outro alvo preso foi Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, presidente do Instituto Rio Metrópole.
A operação também alcançou Franquis Dias Nepomuceno, delegado e diretor do IRM, apontado na investigação como dono da empresa de vigilância Rioforte.
O procurador do estado Marcelo Lopes da Silva, ex-procurador-geral do IRM, também aparece entre os presos.
A ofensiva do MPRJ aprofunda uma investigação sobre contratos públicos e possíveis desvios milionários dentro da estrutura do Instituto Rio Metrópole.
Em nota, o Governo do Estado do Rio de Janeiro afirmou que a operação teve origem em uma auditoria que identificou indícios de irregularidades em contratos públicos.
Segundo o governo, o relatório da auditoria foi encaminhado ao Ministério Público, que aprofundou as investigações e posteriormente deflagrou a operação.
O Instituto Rio Metrópole foi criado em 2018 a fim de articular e monitorar o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana do Rio. A autarquia é vinculada à Secretaria Estadual de Governo.
De acordo com as investigações, em licitações fraudulentas e direcionadas a partir de 2022, o IRM contratou a Engeconsult Consultores Técnicos e a R Peotta Engenharia e Consultoria.
Em seguida, a Engeconsult e a R Peotta celebraram subcontratos fictícios com a Brazilian Institute of Organic — Instituto Bio, para depositar parte dos valores recebidos do IRM.
Esse dinheiro era posteriormente sacado da conta do Instituto Bio, sob a escolta da Rioforte.
Outra ponta do esquema eram os aditivos feitos nos contratos. Só em 2023, a Engeconsult recebeu um acréscimo de R$ 58 milhões.
O Portal RLagos Notícias procurou o deputado estadual Alexandre Knoploch (PL), mas o parlamentar não quis comentar a situação e afirmou que irá aguardar o decorrer das investigações.
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