RIO DE JANEIRO (RJ) — A Polícia Civil começou, nesta quarta-feira (8), a ouvir o diretor do Colégio Cruzeiro e as alunas vítimas da lista criada por estudantes da instituição em uma plataforma on-line, na qual colegas eram classificadas em categorias de conotação sexual e ofensiva.
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O caso é investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav). Segundo a delegada Maria Luiza Machado, os adolescentes envolvidos responderão por atos infracionais análogos aos crimes de injúria, difamação e submissão de adolescente a vexame ou constrangimento, sem prejuízo da inclusão de outros delitos durante a investigação.
De acordo com a polícia, as vítimas têm entre 14 e 15 anos, enquanto os suspeitos possuem entre 14 e 17 anos. Pelo menos 65 meninas foram identificadas e deverão prestar depoimento.
A delegada afirmou que a especializada está reunindo todos os boletins de ocorrência registrados sobre o caso para conduzir uma investigação unificada.
“É um caso que causa repulsa, principalmente aos pais, que veem o nome de suas filhas nessa lista extremamente pejorativa”, afirmou Maria Luiza Machado.
Entre as categorias utilizadas na lista estavam expressões como “GOAT”, “Comeria no lucro”, “Bêbado vai”, “Me arrependi depois” e “Nem olharia”.
Segundo a Polícia Civil, a lista já foi retirada do ar.
Nota do Colégio Cruzeiro
Em nota, o Colégio Cruzeiro informou:
“O bem-estar e a segurança de nossos alunos são prioridades absolutas no Colégio Cruzeiro e repudiamos qualquer atitude de exposição que os afetem. Assim que tomamos conhecimento dos fatos, acionamos as autoridades por meio de boletim de ocorrência, exigimos a remoção do conteúdo junto à plataforma — o que já foi feito —, alertamos as famílias e iniciamos o apoio integral às alunas e suas famílias.
Entendemos que o papel da escola vai além do ensino acadêmico, incluindo a formação integral do ser humano. A conduta ética e a responsabilidade digital são temas recorrentes da sociedade contemporânea. Por isso, oferecemos constantemente a nossos três mil alunos campanhas de conscientização com palestras de juízes, psicólogos, especialistas em tecnologia, delegados, entre outros.
Nossa postura reflete a tradição e os valores de uma instituição que, ao longo de seus 164 anos, formou gerações pautadas pelo respeito e pelo desenvolvimento humano integral. Com base nos princípios e valores educacionais, a escola permanece atenta às medidas pedagógicas que lhe cabem para o zelo e preservação do ambiente formativo.
Quanto à autoria e punição, no âmbito penal, salientamos que as autoridades competentes estão cumprindo o seu papel investigativo.”
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