Comemoração em áreas do tráfico após prisão de Márcio Canella expõe quem mais se incomodou com sua política contra o crime

Redação
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BELFORD ROXO — A prisão do pré-candidato ao Senado Federal Márcio Canella (União Brasil) provocou uma reação que chamou atenção em Belford Roxo: relatos e registros de comemoração em áreas marcadas pela atuação do tráfico de drogas, incluindo o Castelar e comunidades próximas.

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A cena causa indignação, mas também ajuda a explicar o tamanho do enfrentamento promovido por Canella contra o crime organizado durante sua passagem pela Prefeitura de Belford Roxo.

Enquanto aliados, moradores e lideranças políticas demonstravam preocupação com a prisão, em áreas historicamente afetadas pelo domínio de criminosos a notícia teria sido recebida com festa. Justamente em locais onde barricadas foram retiradas, operações ganharam apoio e o poder público voltou a entrar.

Para quem acompanhou a gestão de Márcio Canella, a reação não surpreende.

Canella transformou o combate ao crime em uma das principais marcas de sua administração. Em vez de aceitar ruas fechadas por traficantes, comunidades sitiadas e moradores impedidos de circular, o então prefeito decidiu enfrentar estruturas criminosas que por anos desafiaram o poder público.

Uma das ações mais simbólicas foi o combate às barricadas do tráfico.

Durante sua gestão, máquinas e equipes foram colocadas nas ruas para retirar obstáculos instalados por criminosos com o objetivo de impedir a entrada da polícia, ambulâncias, serviços públicos e até limitar o direito de ir e vir dos próprios moradores.

A política incomodou diretamente quem lucrava com o medo.

Em diferentes pontos de Belford Roxo, ruas voltaram a ser abertas, acessos foram recuperados e áreas antes submetidas às regras impostas por traficantes passaram a receber maior presença do poder público.

O Castelar, citado agora entre os locais onde teriam ocorrido comemorações, foi justamente uma das regiões que estiveram no centro de ações contra o tráfico e o domínio territorial de grupos criminosos.

Canella não fez acordo com barricada

A atuação de Márcio Canella rompeu com uma velha prática de silêncio diante do crescimento das facções.

Sua gestão adotou uma postura de enfrentamento, apoiando operações, denunciando práticas criminosas e colocando a prefeitura como parceira das forças de segurança.

Para Canella, barricada nunca foi apenas um monte de concreto ou entulho no meio da rua. Era um símbolo do poder do tráfico sobre a população.

Por isso, o ex-prefeito decidiu agir.

A retirada dessas estruturas passou a representar a retomada do território, a volta dos serviços públicos e, principalmente, a mensagem de que criminosos não poderiam decidir quem entra ou sai de uma comunidade.

O crime perdeu espaço

A política de segurança adotada por Canella atingiu diretamente os interesses de grupos que controlavam áreas pela intimidação.

Quando uma barricada era retirada, o tráfico perdia uma barreira de proteção.

Quando uma rua era reaberta, o criminoso perdia controle sobre o território.

Quando a polícia conseguia entrar com mais facilidade, o poder das facções era sufocado.

Quando a prefeitura levava serviços públicos para dentro dessas áreas, o Estado ocupava um espaço que antes era explorado pelo crime.

É exatamente por isso que as supostas comemorações após a prisão de Márcio Canella ganharam tanta repercussão.

Para aliados do pré-candidato, a pergunta é simples: por que setores ligados a áreas dominadas pelo tráfico comemorariam tanto a prisão justamente de quem mais enfrentou barricadas e o poder criminoso?

Referência no combate à criminalidade

A atuação de Márcio Canella na segurança ultrapassou as fronteiras de Belford Roxo.

O então prefeito passou a ser reconhecido politicamente por defender uma participação mais ativa dos municípios no enfrentamento à criminalidade, especialmente na Baixada Fluminense, região historicamente castigada pela presença de facções, milícias e grupos armados.

Canella mostrou que prefeitura também pode agir.

Pode iluminar ruas.

Pode recuperar vias.

Pode retirar barricadas.

Pode denunciar.

Pode apoiar operações.

Pode usar tecnologia.

Pode devolver serviços públicos a comunidades abandonadas.

E pode enfrentar, politicamente, quem tenta transformar bairros inteiros em territórios particulares do crime.

Uma prisão comemorada por quem perdeu poder

A imagem de comemorações em áreas ligadas ao tráfico, caso confirmada, acaba produzindo um efeito contrário ao esperado pelos adversários de Canella.

Em vez de enfraquecer seu legado, reforça a percepção de que ele se tornou um inimigo real das estruturas criminosas.

Márcio Canella não construiu sua trajetória agradando traficante. Construiu enfrentando barricada, apoiando operações e defendendo o direito do cidadão de bem viver sem pedir autorização ao crime organizado.

Para muitos moradores da Baixada Fluminense, essa é justamente a diferença entre discurso e coragem.

É fácil falar de segurança em gabinete.

Difícil é entrar onde o tráfico manda, retirar barricadas e devolver a rua ao trabalhador.

Foi isso que marcou a gestão de Canella.

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