Audiência sobre greve dos ônibus no Rio termina sem acordo; nova negociação será na quarta-feira (8)

Redação
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RIO DE JANEIRO — O Sindicato das Empresas de Ônibus do Município do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) solicitou um prazo de 48 horas para apresentar uma nova proposta de reajuste salarial aos rodoviários e tentar evitar a retomada da greve na capital fluminense.

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O pedido foi feito durante audiência de conciliação realizada nesta segunda-feira (6) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), após solicitação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do próprio tribunal. A expectativa é que uma nova proposta seja discutida com os empresários nesta terça-feira e apresentada na quarta-feira.

Durante a audiência, o MPT e o TRT sugeriram que as empresas elevem a proposta de reajuste para, pelo menos, 5%, percentual já concedido aos rodoviários de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Na terceira rodada de negociações, o Rio Ônibus aumentou a oferta salarial de 4,39% para 4,5% e incluiu uma proposta de cesta básica. Segundo o sindicato patronal, a situação financeira das empresas limita um reajuste maior.

O Sindicato dos Rodoviários, no entanto, informou que não defenderá a proposta apresentada durante a assembleia marcada para esta terça-feira (7), às 16h. Na reunião, a categoria decidirá se mantém o estado de greve ou se volta a paralisar as atividades.

CATEGORIA COBRA REAJUSTE DE 17%

A greve dos rodoviários começou há uma semana e tem como principal impasse as reivindicações salariais e trabalhistas da categoria. Os trabalhadores pedem 17% de reajuste salarial, além de um piso de R$ 5 mil para motoristas que operam ônibus articulados do BRT e de R$ 4 mil para os demais condutores.

Entre as demais reivindicações estão vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde, jornada de sete horas e meia, manutenção do passe livre da categoria, pagamento do intervalo de almoço de 30 minutos e o fim dos contratos temporários, com contratação dos profissionais do BRT pelo regime da CLT.

Na semana passada, a paralisação afetou o transporte público da capital. Nos dois primeiros dias de greve, a frota em circulação ficou abaixo dos 50% determinados pela Justiça, provocando longas filas nos pontos de ônibus e veículos superlotados.

Na quarta-feira, após pedido do TRT, os rodoviários retomaram a circulação dos coletivos, mas mantiveram o estado de greve, aguardando o avanço das negociações.

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