Banca distribui 7 mil figurinhas após classificação do Brasil e reúne a criançada em Cabo Frio. Veja vídeo

Redação
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CABO FRIO — Em uma época dominada por celulares, redes sociais e jogos eletrônicos, bastou um drone sobrevoar uma praça carregado de pacotes de figurinhas para reunir dezenas de crianças olhando para o céu. A cena, registrada em Cabo Frio após a classificação do Brasil em primeiro lugar na fase de grupos da Copa do Mundo, mostra que uma tradição atravessa gerações sem perder a força: a paixão pelo álbum de figurinhas.

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A ação foi idealizada pelo comerciante Fábio, proprietário da Banca Exótica, que prometeu distribuir 7 mil figurinhas caso a Seleção Brasileira terminasse a primeira fase na liderança do grupo. Com a classificação confirmada, ele transformou a promessa em uma verdadeira festa para a criançada, lançando os pacotes por meio de um drone e reunindo famílias, torcedores e colecionadores em um momento de celebração. Veja o vídeo:

É um fenômeno que tem sido observado em todo o país. Reportagens recentes mostram que, mesmo diante do avanço das telas, o álbum oficial da Copa continua levando crianças para praças, escolas, bancas de jornal e centros comerciais em busca da próxima figurinha para completar a coleção.

Especialistas apontam que a troca de figurinhas vai além da brincadeira. A atividade estimula habilidades como negociação, comunicação, convivência e interação presencial, criando oportunidades para que crianças desenvolvam relações sociais fora do ambiente digital.

A força desse costume também aparece nos números. Levantamento do Instituto Locomotiva, em parceria com a QuestionPro, aponta que 44% dos brasileiros adquiriram o álbum oficial da Copa do Mundo de 2026, demonstrando que a tradição permanece viva e continua atravessando gerações.

Para Fábio, o sucesso da iniciativa está justamente no significado que as figurinhas carregam para as crianças.

“A gente sabe que a parte da troca de figurinha é muito importante, porque o álbum ficou caro e nem todo mundo consegue completar. Então, podendo ajudar, a gente ajuda. Em relação às crianças, temos que fazer a nossa parte social também. Criança pode tudo. Ver o sorriso no rosto de cada uma delas não tem preço”, afirmou.

Segundo ele, a distribuição surgiu de uma promessa feita antes da classificação brasileira.

“Pensei: por que não distribuir umas figurinhas se o Brasil passar em primeiro? Minha esposa topou a ideia e deu certo. Estamos na quarta Copa acompanhando essa paixão das pessoas pelo álbum. Só eu para inventar uma doideira dessas”, brinca.

Muito antes do apito inicial das partidas, a Copa já começa nas mãos de milhões de brasileiros. Entre pacotinhos lacrados, figurinhas repetidas e negociações improvisadas nas calçadas, o álbum segue ocupando um espaço que nem a tecnologia conseguiu substituir: o da infância compartilhada.

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