Os rodoviários do Rio de Janeiro iniciaram uma greve nesta segunda-feira (29), após a categoria rejeitar a proposta salarial apresentada pelas empresas de transporte coletivo. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, a paralisação foi motivada pela falta de avanço nas negociações e pelo impasse nas reivindicações trabalhistas, que incluem reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho.
A greve pode provocar impactos no transporte público da capital fluminense, afetando milhares de passageiros que utilizam os ônibus diariamente. O sindicato afirma que tentou manter o diálogo com as empresas, mas não houve novas propostas após a aprovação do estado de greve.

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, o Rio Ônibus não retomou as negociações desde que os trabalhadores aprovaram o estado de greve, em 11 de junho. Diante da ausência de uma nova proposta considerada satisfatória, a categoria decidiu iniciar a paralisação nesta segunda-feira.
A proposta apresentada pelas empresas previa reajuste salarial de 4,39%, percentual equivalente à inflação acumulada nos 12 meses encerrados em abril. O índice representaria aumento de R$ 150,15 para os motoristas de ônibus convencionais e de R$ 180,17 para os condutores de veículos articulados, além de um acréscimo de R$ 29 no auxílio-alimentação.
Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, os trabalhadores reivindicam valorização profissional e melhores condições de trabalho. Entre os principais pedidos estão salário de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados, remuneração de R$ 4 mil para os demais condutores e auxílio-alimentação de R$ 1 mil.
A pauta da categoria também inclui o fim dos contratos temporários, contratação dos profissionais do sistema BRT pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), implantação da jornada de trabalho no modelo 5×2, manutenção do passe livre para os rodoviários, indenização pelo intervalo de almoço e oferta de planos de saúde e odontológico.
Enquanto as negociações permanecem sem acordo, a greve poderá causar reflexos na circulação dos ônibus e alterar a rotina de milhares de passageiros que dependem diariamente do transporte público no Rio de Janeiro.

