RIO DE JANEIRO — Eduardo Paes (PSD) comandou a Prefeitura do Rio de Janeiro em dois períodos diferentes: de 2009 a 2016 e de 2021 a março de 2026. Ao todo, foram quatro mandatos conquistados nas urnas, marca inédita na política da capital.
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A primeira vitória aconteceu em 2008, em uma disputa apertada contra Fernando Gabeira. No primeiro mandato, Paes apostou em ações de ordenamento urbano, recuperação de vias, reorganização administrativa e preparação da cidade para receber grandes eventos.
Em 2012, foi reeleito no primeiro turno. A segunda gestão ficou marcada pelas obras ligadas à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016, além da ampliação dos corredores de BRT, revitalização da Região Portuária e inauguração de equipamentos urbanos.
Entre os projetos mais lembrados do período estão o Porto Maravilha, o Museu do Amanhã, o Parque Madureira, o BRT Transcarioca, o BRT Transolímpica, obras de drenagem na Grande Tijuca e intervenções viárias em áreas estratégicas da cidade.
O ciclo olímpico virou uma das principais vitrines de Paes. Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) apontou que os projetos ligados ao legado dos Jogos Rio 2016 tiveram impacto de R$ 99 bilhões sobre a produção bruta do município e R$ 51,2 bilhões sobre o PIB da capital.
Depois de deixar a prefeitura em 2017, Paes voltou ao cargo em 2021, após derrotar Marcelo Crivella na eleição de 2020. No terceiro mandato, assumiu a cidade em meio aos efeitos da pandemia e colocou entre as prioridades a recuperação do BRT, a reorganização da saúde e a retomada de projetos urbanos.
Na mobilidade, a entrega do Terminal Intermodal Gentileza foi uma das principais marcas do período. O terminal passou a integrar BRT Transbrasil, VLT e ônibus municipais, sendo apresentado pela prefeitura como o maior integrador de transporte público da capital.
Em 2024, Paes venceu novamente no primeiro turno, com 60,47% dos votos válidos. A vitória garantiu o quarto mandato, mas ele não concluiu o período. Em março de 2026, renunciou para disputar o Governo do Estado, e o vice Eduardo Cavaliere assumiu a prefeitura.
Os acertos atribuídos às gestões de Paes passam pela capacidade de entregar obras, atrair grandes eventos e reposicionar áreas da cidade. Os erros e desgastes aparecem nas críticas ao transporte público, nos problemas do BRT, em obras questionadas e no impacto político de episódios como a queda da Ciclovia Tim Maia, que deixou duas pessoas mortas em 2016.
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