CABO FRIO — A Polícia Civil investiga o desaparecimento de um jet ski avaliado em R$ 120 mil após a embarcação ser alugada por um homem que, segundo a empresa responsável, utilizou um documento falso para realizar a locação. O caso foi registrado na 126ª Delegacia de Polícia.
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De acordo com o registro de ocorrência, o suspeito apresentou uma Carteira de Motonauta em nome de Rafael Carlos Lourenço e alugou o jet ski na manhã de terça-feira (23), pelo período de sete horas, mediante pagamento de R$ 1.200.
Segundo a empresa, a embarcação, a chave e dois coletes salva-vidas foram entregues ao locatário por volta das 10h15.
Ao Rlagos, o proprietário informou que há indícios de que o jet ski tenha seguido em direção a Monte Alto, em Arraial do Cabo, por volta das 10h30. Apesar disso, ele afirma que o veículo pode ter tomado qualquer rota pela Lagoa de Araruama. A empresa pede que quem tenha visto o jet ski ou possua imagens da região entre em contato, pois as informações podem ser fundamentais para localizar o veículo e identificar o suspeito.
Horas depois, por volta das 16h30, um funcionário recebeu uma mensagem via WhatsApp informando que o homem teria sofrido um acidente em alto-mar e que o jet ski estaria afundando. A mensagem incluía uma localização para o suposto resgate.
Diante da situação, equipes da Marinha do Brasil, do Corpo de Bombeiros e funcionários da empresa foram até o ponto indicado, mas não localizaram a embarcação nem qualquer vestígio do suposto acidente.
Após o resultado negativo das buscas, surgiram suspeitas de que a ocorrência teria sido forjada. Segundo o gerente da empresa, verificações apontaram que o mesmo número de telefone utilizado pelo locatário já havia feito consultas e cotações de aluguel de embarcações com outras pessoas.
Além disso, a empresa constatou que a fotografia da Carteira de Motonauta apresentada no momento da locação não correspondia à pessoa identificada no documento, reforçando a suspeita de uso de identidade falsa.
Ainda segundo o proprietário, o jet ski não possuía rastreador nem seguro, o que dificulta sua localização.
O caso foi registrado como furto mediante fraude, e a Polícia Civil investiga a identidade do suspeito e o paradeiro da embarcação.
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