
A primeira audiência de instrução e julgamento do caso Greicy Kelly ocorreu na tarde desta terça-feira (16), na 1ª Vara Criminal de Campos, no Fórum Maria Tereza Gusmão. Na ocasião, oito das doze testemunhas foram ouvidas. A Justiça deve agendar uma nova data para o depoimento das testemunhas ausentes, procedimento necessário antes do interrogatório do réu.
O CASO
Em março, um casal foi preso suspeito da autoria do crime. O homem confessou. A mulher deixou de ser acusada e virou testemunha. Greicy Kelly foi estrangulada e teve o corpo incendiado em um terreno baldio no Parque Califórnia. Ela estava grávida de cinco meses.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontavam que o crime teria sido motivado por uma dívida de cerca de R$ 3.600 que a vítima tinha com o assassino e por uma ação trabalhista movida por Greicy Kelly contra a mulher.
Larissa, que é prima da vítima, falou com a reportagem do J3 sobre o impacto que a morte causou na família. “Sentimento que não tem como traduzir em palavras. Foi uma morte brutal. Uma família destruída. Cinco filhas sem a base, que é a mãe. Crianças com traumas, problemas psiquiátricos, sem assistência nenhuma. A gente precisa de leis que possam amparar crianças que tenham as mães mortas como a minha prima foi. E isso tem que acabar”, enfatizou.
Assistente de acusação no caso, o advogado Márcio Marque revelou ao J3News que a família ainda luta pelo direito de um velório e um enterro digno:
“A família ainda está lutando pelo resultado do DNA, para que possa ser confirmado que a ossada encontrada é de fato da Greicy Kelly. Embora haja a confissão do réu, é necessário essa confirmação para que a família possa ter uma certidão de óbito, um velório e um enterro digno”, comentou Márcio Marques.
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