Corretor é investigado por suspeita de fraudes em contratos de aluguel na Barra da Tijuca

Redação
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RIO DE JANEIRO — Um corretor de imóveis está sendo investigado pela Polícia Civil por suspeita de aplicar golpes em contratos de locação na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Proprietários e inquilinos relatam prejuízos envolvendo garantias locatícias, retenção de aluguéis e apresentação de documentos supostamente falsificados.

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Segundo as denúncias, André Luiz Ferreira era responsável pela intermediação e administração financeira dos contratos. Um dos casos envolve um apartamento alugado por cerca de 30 meses, no qual os proprietários afirmam ter descoberto irregularidades relacionadas ao pagamento de taxas condominiais e à garantia locatícia.

De acordo com as vítimas, o contrato previa um título de capitalização de R$ 66 mil. No entanto, ao término da locação, os inquilinos descobriram que a aplicação vinculada à garantia possuía apenas R$ 16 mil. O valor também teria sido resgatado sem autorização.

Além disso, os proprietários alegam que o último aluguel pago pelos locatários não foi repassado.

Outras vítimas relataram situações semelhantes. Um médico afirmou ter descoberto que não existiam apólices ou títulos de capitalização vinculados ao contrato de aluguel administrado pelo corretor, apesar de os pagamentos estarem sendo realizados regularmente.

Segundo a defesa das vítimas, André Luiz Ferreira responde a mais de 15 processos relacionados a casos de apropriação indébita em diferentes estados.

A Polícia Civil informou que há pelo menos 17 registros de ocorrência relacionados ao corretor no estado do Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, os casos apresentam um padrão semelhante de atuação.

O delegado Alan Luxardo afirmou que o histórico de denúncias reforça a suspeita de prática reiterada de estelionato.

As vítimas também questionam a atuação do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ), já que o profissional mantinha registro ativo no momento das negociações.

Em nota, o Creci-RJ informou que existe um processo administrativo em tramitação contra o corretor e que, enquanto não houver decisão definitiva, não é possível impedir o exercício da atividade profissional.

A reportagem tentou contato com André Luiz Ferreira nos endereços e telefones citados nas investigações, mas não obteve retorno.

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