Ramal do bonde de Santa Teresa volta a operar após quase 20 anos e mais de um ano de atraso

Redação
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RIO DE JANEIRO — O ramal Silvestre do bonde de Santa Teresa voltou a funcionar nesta quinta-feira (11), após permanecer desativado por quase duas décadas. A retomada da operação acontece mais de um ano após o prazo inicialmente previsto pelo governo estadual para a conclusão das obras.

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O trecho liga a Rua Almirante Alexandrino ao ponto final do bondinho em Santa Teresa e recebeu investimentos superiores a R$ 50 milhões. A reativação ocorre dois dias após reportagem do RJ2 mostrar reclamações de moradores e comerciantes sobre os atrasos na entrega da obra.

A operação foi iniciada com uma viagem inaugural realizada às 10h, partindo do ponto do Morro dos Prazeres. Segundo a Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram), o ramal vinha passando por testes operacionais sem passageiros desde o início deste mês.

O percurso tem duração aproximada de 30 minutos e representa a retomada de uma importante ligação histórica do sistema de bondes do bairro, considerado um dos principais cartões-postais da capital fluminense.

Apesar da liberação para o público, o serviço ainda passa por ajustes operacionais. Durante junho, equipes técnicas continuarão realizando testes, treinamentos com motorneiros e orientações aos passageiros.

A grade definitiva de horários deverá ser divulgada apenas em julho, após a conclusão da fase de adaptação e monitoramento da operação.

Moradores da região vinham cobrando a conclusão das obras devido aos impactos causados pela ausência do transporte, considerado fundamental para a mobilidade local e para o turismo em Santa Teresa.

O cronograma original previa a reabertura do trecho em 2025, mas a execução das obras foi prolongada, provocando críticas e questionamentos sobre os sucessivos adiamentos.

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