ANGRA DOS REIS — O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a cassação dos mandatos do prefeito de Angra dos Reis, Cláudio de Lima Sírio, o Ferreti (MDB), e do vice-prefeito Rubens Rocha de Andrade, o Rubinho Metalúrgico (PP), por suposto abuso de poder político durante as eleições municipais de 2024.
✅Clique aqui para seguir o canal de notícias nacional do Rlagos Notícias no WhatsApp
O parecer foi emitido pelo promotor eleitoral Daniel Marones de Gusmão Campos no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que tramita na 147ª Zona Eleitoral.
Além da cassação dos diplomas dos eleitos, o Ministério Público também pediu a inelegibilidade por oito anos do ex-prefeito Fernando Jordão (MDB) e da empresária Gabriela Athias, apontada como participante das supostas irregularidades.
Segundo o MPE, Fernando Jordão teria utilizado a estrutura da administração municipal para beneficiar politicamente seu aliado e sucessor durante o processo eleitoral.
A ação foi proposta pela coligação “Angra para Todos”, formada pelos partidos PL e Novo, que alegou a existência de um esquema destinado a desgastar a imagem do então candidato adversário Renato Araújo (PL) durante a campanha.
De acordo com o parecer, mensagens, depoimentos e análises periciais produzidas pela Polícia Federal apontariam que ex-funcionários ligados ao adversário político teriam sido recrutados para gravar vídeos com conteúdo prejudicial à candidatura de Renato Araújo.
O Ministério Público concluiu que houve abuso de poder político por meio da utilização da influência e da estrutura pública em benefício eleitoral da chapa vencedora.
Por outro lado, o órgão entendeu que não existem provas suficientes para caracterizar disparos em massa ou divulgação de notícias falsas, destacando que os relatos apresentados nos vídeos correspondiam a situações efetivamente vivenciadas pelos depoentes.
Segundo a promotoria, Fernando Jordão teria acompanhado de perto a estratégia utilizada durante a campanha e compartilhado conteúdos relacionados ao caso em grupos políticos.
Agora, o pedido será analisado pela Justiça Eleitoral, que decidirá se acolhe ou não as recomendações apresentadas pelo Ministério Público.
Caso haja decisão favorável ao parecer, os envolvidos ainda poderão recorrer às instâncias superiores.
📲 Acompanhe o Rlagos no Facebook,Instagram,Twitter eThread
📲 Confira as últimas notícias do Rlagos Notícias
