RIO DE JANEIRO — A Polícia Civil concluiu que o padeiro Rafael Oliveira Braga foi assassinado por milicianos após se recusar a aderir a um esquema de controle econômico imposto por criminosos em Paciência, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
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Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), comerciantes da região eram obrigados a comprar farinha de fornecedores ligados à milícia e a aumentar o preço do pão francês de R$ 0,30 para R$ 0,60 por unidade.
De acordo com depoimentos reunidos pela polícia, Rafael recusou-se a seguir as determinações da organização criminosa. A investigação aponta que a execução foi ordenada para manter o controle econômico da milícia sobre os comerciantes da região e servir de exemplo para quem desafiasse as ordens do grupo.
Foram denunciados pelo homicídio João Lucas Vieira Carreira de Jesus, conhecido como “Jotinha”, apontado como executor, e Paulo Roberto de Carvalho Martins, conhecido como “PL” ou “Jorjão”, identificado como uma das lideranças da organização criminosa.
As investigações também identificaram Erlan Oliveira de Araújo, o “Orelha”, como suposto mandante do crime. No entanto, ele não foi denunciado porque morreu durante as apurações em 2025.
Imagens analisadas pela Polícia Civil mostram Jotinha chegando ao local do crime na garupa de uma motocicleta vermelha. Pouco depois, por volta das 6h06, Rafael foi executado a tiros. Os criminosos fugiram em menos de um minuto pela Estrada dos Vieiras.
Segundo a polícia, momentos antes do assassinato, Jotinha estava em uma padaria apontada como local de encontro de integrantes da milícia.
O caso reforça as investigações que apontam a atuação de organizações criminosas no controle da distribuição de produtos básicos em comunidades do Rio de Janeiro, impondo preços, fornecedores e regras aos comerciantes locais.
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