RIO DE JANEIRO — Danúbia de Souza Rangel, apontada durante anos como uma das mulheres mais influentes do tráfico de drogas na Rocinha e ex-companheira do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, perdeu o benefício da prisão domiciliar e voltou ao sistema penitenciário nesta terça-feira (9).
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A decisão foi tomada pelo juiz Rafael Estrela Nóbrega, da Vara de Execuções Penais (VEP), que determinou o retorno de Danúbia ao cumprimento da pena em regime semiaberto. A condenação é de nove anos e quatro meses de prisão por tráfico de drogas.
Após se apresentar às autoridades, Danúbia removeu a tornozeleira eletrônica e foi encaminhada para uma unidade prisional destinada a detentos que cumprem pena no semiaberto.
A ex-companheira de Nem havia conseguido o benefício da prisão domiciliar em julho do ano passado, após dar à luz uma criança com Síndrome de Down. Na época, a decisão judicial levou em consideração a legislação que prevê tratamento diferenciado para pais e mães de crianças menores de 12 anos.
Conhecida pelas alcunhas de “Xerifa da Rocinha” e “Primeira-Dama do Tráfico”, Danúbia já foi presa em outras oportunidades por crimes relacionados ao tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Ela estava em liberdade desde 2024, mas agora terá que retornar ao sistema prisional para continuar o cumprimento da pena imposta pela Justiça.
Já Nem da Rocinha, apontado como um dos traficantes mais conhecidos do Rio de Janeiro, permanece preso desde 2011. Durante anos, o casal esteve entre os nomes mais conhecidos ligados à facção que dominava a comunidade da Rocinha.
A revogação do benefício representa mais um capítulo na trajetória judicial de Danúbia, que se tornou uma figura conhecida nacionalmente por causa de sua ligação com o tráfico de drogas e com o ex-chefe da Rocinha.
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