Uma baleia ficou presa em uma rede de pesca na manhã deste domingo (7), na praia de Costa Azul, em Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O animal precisou ser resgatado por equipes do Corpo de Bombeiros, que utilizaram um bote para se aproximar e remover a rede. A ocorrência mobilizou moradores, pescadores e agentes ambientais, que acompanharam a operação de salvamento.
Vídeos e imagens aéreas registraram o momento em que a baleia tentava se movimentar com dificuldade devido ao emaranhado da rede. Após uma ação rápida e cuidadosa, os agentes conseguiram libertar o mamífero marinho sem ferimentos aparentes.

A operação de resgate aconteceu nas águas da praia de Costa Azul e chamou a atenção de quem estava na região. Em imagens compartilhadas nas redes sociais, é possível ver embarcações acompanhando a atuação dos bombeiros enquanto a baleia permanecia presa ao equipamento de pesca.
Segundo as equipes envolvidas, a principal preocupação era evitar que o animal sofresse ferimentos ou apresentasse sinais de exaustão devido à dificuldade de locomoção. Para isso, os agentes utilizaram um bote para alcançar a baleia e realizar o corte da rede de forma segura.
Após a libertação do animal, a rede foi recolhida pela Guarda Ambiental e encaminhada para apreensão. O secretário municipal de Defesa Civil, Edmilson Silva, destacou a rápida atuação dos profissionais envolvidos e afirmou que será investigada a origem do equipamento utilizado na pesca.
“A gente acabou de recolher a rede que prendeu a baleia. Ela vai ser apreendida pela Guarda Ambiental. Agora é tentar investigar quem colocou essa rede naquele local, se ela estava autorizada ou não, e reforçar a fiscalização. O importante é que a baleia foi salva e a Prefeitura fez a sua parte”, afirmou.
De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Ricardo Torres, a rede estava instalada dentro da Área de Proteção Ambiental Marinha-Costeira da Restinga Sarnambi (APAMC), unidade criada em 2024 para proteger a biodiversidade da região. A área engloba a faixa de areia e uma extensa porção marítima com profundidade de até dez metros.
O secretário explicou ainda que a atividade pesqueira possui regras específicas, incluindo exigências de licenciamento e identificação obrigatória das redes utilizadas. Segundo ele, a fiscalização será intensificada com apoio do Comando de Polícia Ambiental para evitar novos casos semelhantes.
A ocorrência também foi comunicada ao Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos, que acompanhará o caso e ajudará na apuração sobre a responsabilidade pelo uso da rede que acabou colocando o animal em risco.
