RIO DE JANEIRO — O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), afirmou nesta quinta-feira (4) que a decisão da Justiça de conceder perdão judicial a Monique Medeiros não altera sua situação junto à Prefeitura do Rio. Ex-professora da rede municipal de ensino, Monique foi demitida dos quadros da administração municipal em março deste ano após responder a um processo administrativo conduzido pela Secretaria Municipal de Educação.
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A manifestação do prefeito ocorreu poucas horas após o encerramento do julgamento do caso Henry Borel, que terminou com a condenação de Jairinho e a concessão de perdão judicial a Monique pelo crime de homicídio culposo.
Nas redes sociais, Cavaliere declarou ter recebido a decisão judicial com surpresa, mas ressaltou que a determinação da Justiça será respeitada. Apesar disso, deixou claro que a ex-servidora não retornará à rede municipal de ensino.
— Enquanto prefeito, pai e cidadão, farei de tudo para assegurar que as salas de aula sejam um ambiente não só de aprendizado, mas de proteção e respeito às nossas crianças. E não medirei esforços para garantir que esta ex-servidora jamais retorne aos quadros da Prefeitura — afirmou.
Segundo o prefeito, a manutenção da demissão é uma medida voltada à proteção da comunidade escolar e representa, na avaliação da administração municipal, a decisão mais adequada diante da repercussão e da gravidade do caso.
Embora tenha defendido a permanência da exoneração, Cavaliere afirmou desejar que Monique siga sua vida profissional fora da rede pública municipal.
A decisão do Tribunal do Júri reconheceu a responsabilidade de Monique por omissão diante das agressões sofridas por Henry, mas afastou a acusação de homicídio doloso. A juíza Elizabeth Machado Louro concedeu perdão judicial pelo homicídio culposo, extinguindo a punição referente a esse crime.
O caso, no entanto, ainda deve gerar novos desdobramentos. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) anunciou que pretende recorrer da sentença, questionando pontos da condução do julgamento e da formulação dos quesitos apresentados aos jurados.
Enquanto o recurso não é analisado pela Justiça, a decisão administrativa da Prefeitura permanece em vigor, mantendo Monique fora dos quadros do funcionalismo municipal.
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