RIO — Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, deixou o Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, na tarde desta quinta-feira (4), após receber perdão judicial no julgamento sobre a morte do filho.
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A decisão foi anunciada pela juíza Elizabeth Machado Louro ao final de dez dias de julgamento no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
O Conselho de Sentença afastou a acusação de homicídio doloso contra Monique e desclassificou o crime para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Com isso, a magistrada aplicou o perdão judicial, extinguindo a punição relacionada ao caso.
Monique também foi considerada culpada por omissão diante das torturas sofridas por Henry. A pena fixada foi de um ano e quatro meses de detenção em regime aberto. Como o tempo já havia sido cumprido durante o período em que permaneceu presa, ela foi colocada em liberdade.
No mesmo julgamento, o ex-vereador Dr. Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação.
Ao justificar o perdão judicial, a juíza afirmou que Monique já enfrentou consequências severas ao longo do processo, incluindo a repercussão pública do caso e o período em que permaneceu presa.
A decisão gerou críticas do pai de Henry, Leniel Borel, que classificou o resultado como uma “terceira morte” do filho. O Ministério Público e a defesa de Jairinho informaram que pretendem recorrer.
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