Corpus Christi será feriado estadual no Rio pela primeira vez

Redação
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Foto: Divulgação

País – Em 2026, o Estado do Rio de Janeiro viverá um marco histórico. Pela primeira vez, a Solenidade de Corpus Christi será feriado estadual. Celebrada nesta quinta-feira (4), a data passa a integrar oficialmente o calendário fluminense após a aprovação da Lei nº 11.002/2025 pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e sanção do Governo do Estado.

Com a nova legislação, o Rio de Janeiro tornou-se o primeiro estado brasileiro a transformar Corpus Christi em feriado estadual. Até então, a data era considerada ponto facultativo em grande parte do país, cabendo a estados e municípios definir o funcionamento de repartições públicas e serviços.

Mais do que uma celebração religiosa, Corpus Christi representa uma manifestação cultural que atravessa gerações e mobiliza milhares de pessoas em cidades fluminenses, reunidas na confecção dos tradicionais tapetes que colorem ruas e avenidas para a passagem das procissões.

A tradição dos tapetes de Corpus Christi chegou ao Brasil durante o período colonial, trazida pelos portugueses. Produzidos com sal, serragem colorida, flores, areia, pó de café e outros materiais, os desenhos ornamentam as vias por onde passa a procissão do Santíssimo Sacramento.

A Solenidade de Corpus Christi é uma das datas mais importantes do calendário litúrgico da Igreja Católica. Ao longo dos séculos, a celebração consolidou-se como uma das principais manifestações populares de fé no estado, reunindo famílias, voluntários, comunidades religiosas e moradores em uma demonstração de união e pertencimento.

O significado religioso de Corpus Christi

Corpus Christi, expressão em latim que significa “Corpo de Cristo”, é a solenidade dedicada ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Na celebração, os fiéis são convidados a testemunhar publicamente sua fé por meio da Santa Missa, da adoração ao Santíssimo Sacramento e das procissões pelas ruas.

“Celebrar a solenidade de Corpus Christi é uma oportunidade de renovar a fé, valorizando uma tradição religiosa. É um convite também para celebrar a vida em comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs, em um tempo de tanta violência, divisão e intolerância”, destaca o padre Nelson Antonio Linhares, reitor da Igreja Santa Cruz.

Sul Fluminense e Costa Verde preservam tradição de fé e cultura popular

Em Resende, no Sul Fluminense, a celebração se destaca pelo envolvimento da população na confecção dos tradicionais tapetes religiosos. Mantida há décadas por moradores, paróquias e lideranças religiosas, a tradição mobiliza bairros como Paraíso, Cidade Alegria, Campos Elíseos, Vila Julieta e Vila Santa Cecília, além de comunidades rurais.

Mais do que uma manifestação religiosa, os tapetes representam um patrimônio afetivo transmitido entre gerações, transformando as ruas em obras de arte efêmeras que ganham ainda mais significado com a passagem da procissão.

No Centro Histórico de Paraty, os tradicionais tapetes contrastam com as ruas de pedra e a arquitetura colonial, criando um dos cenários mais emblemáticos da celebração no estado.

A combinação entre arte, fé e patrimônio cultural transforma a procissão em uma das mais simbólicas e fotografadas do Rio de Janeiro.

 

 

 

 

 

 

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